História do Pinball: origem, evolução e curiosidades

Todo mundo já parou na frente de um pinball e pensou de onde veio aquela máquina barulhenta, cheia de luz e bolinha de aço. A resposta atravessa quase cem anos, algumas proibições e uma cidade chamada Chicago, que até hoje é o coração da indústria.

Do jardim europeu para o balcão do bar

O pinball nasceu antes da eletricidade entrar no jogo. Na Europa, jogos de gramado em que se rolava bola até buracos no chão viraram versões de mesa chamadas bagatelle. O jogador usava um bastão ou um êmbolo para lançar bolinhas de metal rampa acima. Elas desciam, batiam em pinos (daí o nome pinball) e caíam em buracos com pontuação. Sem eletricidade, sem flipper, sem placar automático. Só reflexo, sorte e um bocado de barulho.

1931: a primeira máquina de verdade

A virada aconteceu em 1931, com o Baffle Ball, da Gottlieb, fundada em Chicago em 1927. Foi a primeira máquina de moeda a fazer sucesso comercial de verdade, custando um centavo por partida e usando bolinhas de gude no lugar do aço. Quatro anos depois vieram as primeiras máquinas eletromecânicas, com relés, solenoides e fios substituindo o que antes era só física e sorte.

Quando o pinball foi banido

Aqui a história fica mais dramática. Sem flipper, o jogo dependia só de onde a bolinha decidia cair. Isso deixou o pinball perto demais do jogo de azar aos olhos da lei. Em 1942, Nova York baniu as máquinas. Outras grandes cidades dos Estados Unidos seguiram o exemplo. A proibição só caiu em 1976, quando a justiça reconheceu o pinball como jogo de habilidade, não de sorte. Foram mais de trinta anos de fliperama escondido, mesa debaixo do balcão, jogo tratado quase como contravenção.

1947: o flipper muda tudo

A virada que salvou o pinball veio da própria Gottlieb. Em 1947, o jogo Humpty Dumpty, desenhado por Harry Mabs, apresentou os primeiros flippers da história. Eram seis, virados para fora, bem diferentes da dupla que existe hoje. Mas a ideia já estava lá: o jogador finalmente podia rebater a bola e devolver ela pro campo. O pinball deixou de ser sorte pura e virou habilidade. Foi justamente esse detalhe que, quase trinta anos depois, ajudou a derrubar a proibição nos tribunais.

A era de ouro e os nomes que ficaram

Bally, Williams e a própria Gottlieb dominaram o mercado por décadas, construindo toda a estrutura de fabricação e distribuição que, mais tarde, o próprio videogame usaria como base. E é aqui que entra a Stern. A marca nasceu em 1977, quando Sam e Gary Stern compraram a falida Chicago Coin, e assumiu o nome Stern Pinball em 1986. Sediada perto de Chicago até hoje, é considerada a maior fabricante de pinball do mundo, com títulos licenciados que vão de Star Wars a Beatles, Metallica, Jurassic Park e Godzilla. A tecnologia também evoluiu. As máquinas atuais da Stern conectam com plataformas digitais, guardam recorde on-line e transformam cada partida em capítulo de uma história maior.

Quase cem anos depois, a essência não mudou

Ainda é bolinha de aço, reflexo e aquele play que ninguém quer soltar. A diferença é que agora ninguém precisa esconder de ninguém. No Bario, o pinball tem luz de neon, boa companhia do lado e petisco esperando pra próxima rodada. História não fica só no texto. Ela fica de pé, do seu lado, esperando a próxima jogada.

Vem jogar história de verdade em uma das unidades do Bario.

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